quinta-feira, 28 de agosto de 2025

À LUZ DA PALAVRA



 A Bíblia aparece cheia de famílias, gerações, histórias de amor e de crises familiares, desde as primeiras páginas onde entra em cena a família de Adão e Eva, como seu peso de violência mas também com a força da vida que continua (cf. Gn 4), até às últimas páginas onde aparecem as núpcias da Esposa e do Cordeiro (cf. Ap 21, 2.9).As duas casas de que fala Jesus, construídas ora sobre a rocha ora sobre a areia (cf. Mt 7, 24-27), representam muitas situações familiares, criadas pela liberdade de quantos habitam nelas, porque – como escreve o poeta – «toda a casa é um candelabro» (Jorge Luis Borges). Agora entremos numa dessas casas, guiados pelo Salmista, através dum canto que ainda hoje se proclama nas liturgias nupciais quer judaica quer cristã:

«Felizes os que obedecem ao Senhor

e andam nos seus caminhos.

Comerás do fruto do teu próprio trabalho:

assim serás feliz e viverás contente.

A tua esposa será como videira fecunda

na intimidade do teu lar;

os teus filhos serão como rebentos de oliveira

ao redor da tua mesa.

Assim vai ser abençoado

o homem que obedece ao Senhor.

O Senhor te abençoe do monte Sião!

Possas contemplara prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida,

e chegues a ver os filhos dos teus filhos.

Paz a Israel!» (Sl 128/127, 1-6).

 (Papa Francisco, Amoris Laetitia,8)


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