terça-feira, 30 de setembro de 2025

Semana Nacional da Vida


Começa, nesta quarta-feira (1º), a Semana Nacional da Vida, de 1º a 8 de outubro. 

Neste ano, o tema é “Cuidar de si, do próximo e da casa comum” e o lema “Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois ele cuida de vós (1Pd 5,7)”

Para celebrar este momento especial da Igreja Católica em todo o país, o bispo auxiliar de Curitiba (PR) e membro da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Reginei Modolo, também conhecido como Dom Zico, celebra, às 7h30, a missa de abertura diretamente de Curitiba. 

É possível acompanhar a celebração será pelo canal da TV Evangelizar no Youtube:  https://www.youtube.com/@TVEvangelizarOficial

Série Amoris Laetitia: “À luz da Palavra”

 

A exortação apostólica do Papa Francisco, traz 270 citações bíblicas, sendo 100 delas  no primeiro capítulo.

Pe. Jonas Emerim Velho comenta estas citações e convida a uma reflexão com duas perguntas:1.“O próprio Jesus viveu dificuldade e tensões da vida familiar” conforme o texto. Quais dificuldades e tensões Jesus viveu?

2. “O divórcio é consequência do mal”, diz o texto. Quais males resultam no divórcio? Converse sobre isto com sua família ou grupos da comunidade.

ACESSE: https://universo.paulinas.com.br/conteudo/serie-amoris-laetitia-ldquo-a-luz-da-palavra-rdquo-/1430

sábado, 27 de setembro de 2025

Amoris Laetitia e Familiaris Consortio serão celebradas pela Pastoral Familiar em 2026

A Assembleia Nacional da Pastoral Familiar, realizada na última semana, em João Pessoa (PB), apontou quais os principais temas abordados em 2026. Os 10 anos da Amoris Laetitia e os 45 anos da Familiaris Consortio, Exortações Apostólicas publicadas pelo Papa Francisco e por São João Paulo II, estarão no centro das discussões e eventos promovidos pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A iniciativa de celebrar as duas cartas encíclicas já foi compartilhada com os bispos por meio de uma carta enviada aos representantes das dioceses de todo o país. A carta ainda contém sugestões de ações para serem realizadas localmente.


Leia na íntegra o texto:

No ano de 2026, em que celebramos os 45 anos da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de São João Paulo II, e os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, somos convidados a renovar a reflexão e o compromisso com a vocação e a missão da família cristã no mundo contemporâneo. Como nos recorda o Concílio Vaticano II, na Gaudium et Spes, n. 48: “A família é a célula primeira e vital da sociedade” e a “Igreja doméstica”, lugar privilegiado de transmissão da fé e do amor. O ano de 2026 será uma feliz oportunidade para a Pastoral Familiar reforçar sua missão e promover iniciativas que fortaleçam os laços familiares à luz do Evangelho e do Magistério.

O Papa Leão XIV, em seu discurso aos diplomatas (16 de maio de 2025), reafirmou que “o casamento entre um homem e uma mulher é o fundamento da sociedade” e que “investir na família, fundada na união estável entre um homem e uma mulher, é essencial para construir sociedades civis harmoniosas e pacíficas”. Essa reafirmação fortalece o magistério perene da Igreja sobre a família como base da vida social e eclesial.

A Familiaris Consortio, n. 11, apresenta a família como comunidade de amor e vida, fundada no sacramento do matrimônio, que é “uma aliança de amor entre um homem e uma mulher, ordenada ao bem dos cônjuges e à geração e educação dos filhos”. São João Paulo II enfatiza que o amor conjugal transcende o casal, tornando-os “cooperadores com Deus no dom da vida a uma nova pessoa humana” (FC 14). Essa visão sacramental e antropológica permanece como fundamento sólido para a pastoral familiar, mesmo diante dos desafios culturais e sociais que fragilizam a família.

O Papa Leão XIV, em sua mensagem ao Seminário das Famílias, em 2 de junho de 2025, também destaca que “na família, a fé é transmitida de geração em geração, como alimento da mesa e afeto do coração”, sublinhando a importância da família na transmissão da fé e dos valores cristãos.

Há dez anos, Amoris Laetitia aprofunda essa missão com um olhar pastoral sensível às realidades concretas das famílias. O Papa Francisco, no número 305, nos lembra que “a Igreja não pode renunciar a propor a exigência do ideal evangélico, mas também não pode deixar de reconhecer as situações concretas e as limitações que afetam muitas famílias”. Continua o Papa, nos números 291-312, a nos convidar a um discernimento misericordioso, acolhendo as fragilidades humanas e acompanhando as famílias em seu caminho de crescimento e santificação. Leão XIV, em mensagem no seminário “Evangelizar com as Famílias”, reforça a missão da Igreja de “caminhar com as famílias e ajudá-las a encontrar a fé, especialmente conscientizando seus filhos sobre a paternidade de Deus”, mostrando a continuidade e a atualidade do magistério eclesial.

“A pastoral não é outra coisa que o exercício da maternidade na Igreja. A Igreja dá à luz, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, leva pela mão. Requer-se, pois, uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas maternas da misericórdia. Sem misericórdia, pouco se pode fazer hoje para inserir-se num mundo de feridos” (Discurso do Papa Francisco ao Episcopado Brasileiro, 27 de julho de 2013).

É oportuno contemplar a imagem do Bom Pastor e lembrar a missão e o objetivo de toda pastoral. A graça batismal nos dá a força de oferecer a alegria do Evangelho: Caminho, Verdade e Vida. Não precisamos e não devemos inventar nada. Basta identificarmo-nos com Cristo Jesus, fazer o que Ele fez, como fez e a quem fez, orientados pela Palavra. Na medida d’Ele, com a unção batismal e com o amor pastoral d’Ele, pois a nossa referência é sempre Ele. Por isso, nos é proposto, Pastoral Familiar do Brasil, imitar o Bom Pastor na medida — não rasa, e sim transbordante. Se não for para pastorear, perde-se o sentido do ser.

A Palavra de Deus sustenta esta missão: “O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se vangloria, não se ensoberbece” (1Cor 13,4). A família é chamada a viver este amor que reflete o próprio amor de Cristo pela Igreja, sendo “sinal e instrumento da comunhão de Deus com os homens” (FC 17). Que este ano celebrativo seja ocasião para reafirmarmos nossa esperança e compromisso em promover a dignidade da família, fortalecendo-a como espaço de vida, fé e amor. Que, inspirados pela Sagrada Família de Nazaré, modelo e protetora de todas as famílias, sejamos guiados pelo Espírito Santo para sermos testemunhas vivas do Evangelho da família no mundo de hoje.


Fraternalmente,


Dom Bruno Eliseu Versari

Bispo da diocese de Ponta Grossa – PR

Presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB


Dom Reginei Modolo

Bispo auxiliar da Arquidiocese de Curitiba – PR

Presidente da Comissão Especial de Bioética da CNBB


Dom Moacir Silva Arantes

Bispo da diocese de Barreiras – BA

Membro da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB


Pe. Rodolfo Chagas Pinho

Presbítero da Diocese de Jacarezinho – PR, Assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB e Secretário Executivo Nacional da Pastoral Familiar


quinta-feira, 25 de setembro de 2025

E continua o espetáculo

bebê reborn


Contam-se aos milhões o número de crianças famintas e subnutridas, sonhando com ao menos uma refeição diária; mas há quem brinque de dar mamadeira a bonecos de plástico (ou qualquer outra matéria inorgânica)…

Milhões de crianças não dispõem de água potável e têm de conviver com esgoto a céu aberto, perigosamente expostas a todo tipo de doença; mas há quem brinque em trocar fralda de bonecos de plástico (ou outro material sintético).

Uma multidão de crianças, em todo mundo, não sabe o que é assistência médica nem hospitalar, e não têm acesso a remédios; mas há quem brinque de levar ao médico bonecos de plástico (de plástico?).

Quantas crianças sedentas ao nosso redor, ansiando por um copo de água, ao lado de gente que insiste em usar mangueiras irresponsavelmente abertas para lavar carros e calçaldas; mas há quem brinque em dar banho a bonecos de plástico (plástico?), num jogo insano e absurdo.

Inúmeras crianças seguem abandonadas no fundo dos porões da sociedade e em suas longíquas periferias; mas há quem, seguindo a moda, brinque de adquirir bonecos de plástico (de plástico?), pequenos “fantasminhas”, a preços exorbitantes.

Um número incontável de crianças não conhece escola, nunca entrou numa sala de aula, nem sabe o que é lápis e caneta, caderno ou livro; mas há quem teime no brinquedo ridículo de “ensinar” bonecos de plástico (de plástico?) que nada sabem e nada aprendem.

São crianças reais, nuas e concretas, aos milhares e milhões – que riem, choram, amargam a solidão e experimentam hostilidade, sentem frio, dor e fome – estendendo o olhar e a mão por socorro; mas há quem abrigue no aconchego de lares nus e vazios bonecos de plástico (plástico?) “bonitinhos”, mas inanimados.

Olhares e palavras de ódio e rancor, em desmedida, cobrem crianças solitárias, esfarrapadas ou sem roupa, como abortos vivos da indiferença e do desamor; mas há quem prefira o jogo doentio de brincar em ser pai/mãe de bonecos de plástico (plástico?) artificiais.

Passam de milhões os órfãos desamparados pelos becos, ruas e praças de tantas vilas e cidades rumorosas e apressadas; mas há quem brinque de chamar de “filhinho” ou “filhinha” a bonecos de plástico (de plástico?), sem vida e sem calor humano.

Incontáveis as crianças migrantes e refugiadas, órfãos fugitivos da fome, da violência e das catástrofes climáticas; mas há quem, em lugar de adotar uma delas, adota um boneco de plástico (de plástico?) ao qual dedica toda sua enfermidade patológica.

Que humanidade é essa, que troca os valores por desvalores, a realidade pela aparência, o ser pelo ter, as crianças por bonecos ocos e insípidos. Civilização do faz de conta, sociedade do espetáculo… E o continua o espetáculo.


Pe. Alfredo José Gonçalves

Sacerdote scalabriniano

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Série Amoris Laetitia: Fundamentos Bíblicos

 


Padre Jonas Emerim  comenta na revista Família Cristã digital que o Papa Francisco cita a Sagrada Escritura em todos os capítulos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia.

São 270 citações bíblicas em todo o documento. A amplitude de textos citados e as páginas de reflexão em torno deles mostram que a Bíblia não é citada somente para justificar afirmações, mas ela mesma é fonte de onde vêm os ensinamentos para a vida conjugal e familiar.

“A Palavra de Deus não aparece como uma consequência de teses abstratas, mas como uma companheira de viagem para todas as famílias”

VER  MAIS em: FAMILIA CRISTÃ digital

sábado, 20 de setembro de 2025

Jubileu, esperança e família

 

 (@Vatican Media)
O Papa Leão XVI recebeu em audiência, na sexta-feira (19/09), no Vaticano, os participantes do Encontro Jubilar promovido pelo Conselho Episcopal Latino-americano (Celam), para debater sobre o futuro da família.

Durante o encontro, os participantes conversaram "seguindo o método sinodal, refletindo sobre algumas questões atuais que afetam a vida familiar", disse o Pontífice no início de seu discurso.

“Viver a sinodalidade em família requer 'caminhar juntos', compartilhando tristezas e alegrias, dialogando com respeito e sinceridade entre todos os seus membros, aprendendo a escutar e tomar decisões familiares importantes entre todos.”

A seguir, Leão XIV propôs três palavras para reflexão: jubileu, esperança e família.

Jubileu, refletir sobre as nossas raízes

"O Jubileu, no Antigo Testamento, evocava o retorno: voltar para a terra, para a primeira condição de homens livres, para as origens da justiça e da misericórdia de Deus. Hoje, devemos lê-lo como um chamado a retornar ao centro da nossa vida, ao próprio Deus, ao Deus de Jesus Cristo", sublinhou.

“O Jubileu também nos convida a refletir sobre as nossas raízes: sobre a fé recebida dos nossos pais, sobre a oração perseverante de nossas avós enquanto rezavam o Terço, sobre a vida simples, humilde e honesta que, como fermento, sustentaram tantas famílias e comunidades. Nelas, aprendemos que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. N’Ele, encontramos a nossa verdadeira alegria: a alegria de saber que estamos em casa, no lugar a que pertencemos.”

Buscar formas de promover o diálogo

"O Jubileu da Esperança é um caminho rumo ao encontro com aquela Verdade que é o próprio Deus", disse ainda o Papa, ressaltando que "no início de sua missão, Jesus descreve o Jubileu como um ano de graça e, depois da Ressurreição, convida os discípulos a «regressarem à Galileia». Não devemos cair no perigo de basear a nossa vida na segurança humana e nas expectativas mundanas".

“No âmbito social, poderíamos traduzir esta tentação na tentativa de «ir vivendo», como dizia São Pier Giorgio Frassati. Estamos também conscientes de que hoje existem ameaças reais à dignidade da família, como os problemas relacionados com a pobreza, a falta de trabalho e de acesso à saúde, os abusos contra os mais vulneráveis, a migração e a guerra. As instituições públicas e a Igreja têm a responsabilidade de buscar formas de promover o diálogo e fortalecer os elementos da sociedade que favorecem a vida familiar e a educação de seus membros.”

De acordo com Leão XVI, "nessa perspectiva, podemos compreender a família como um dom e uma tarefa". Segundo ele, "é essencial promover a corresponsabilidade e o protagonismo das famílias na vida social, política e cultural, fomentando sua valiosa contribuição na comunidade. Em cada filho, em cada esposa ou esposo, Deus nos confia ao seu Filho, à sua Mãe, como fez com São José, para sermos, junto com eles, base, fermento e testemunha do amor de Deus entre os homens. Para sermos Igreja doméstica e lar onde arde o fogo do Espírito Santo, espalhando seu calor a todos e convidando-os a essa esperança".

Apoiar os outros no silêncio

O Papa recordou que "São Paulo VI, em sua famosa homilia em Nazaré, nos exortou a seguir o exemplo da Sagrada Família, acompanhando e apoiando os outros no silêncio, no trabalho e na oração, para que Deus realize neles o plano de amor que lhes reservou". "Este é o amor encarnado em cada vida nascida na fé pelo Batismo e ungida 'para proclamar o ano da graça' a todos os homens e mulheres que encontrarão Jesus na Eucaristia e no sacramento do perdão, que o seguirão em sua missão de sacerdote, de pai cristão ou de pessoa consagrada, até o encontro definitivo, até à meta da nossa esperança", disse ainda o Pontífice.

O Santo Padre fez "um apelo ao compromisso e àquela alegria transbordante que inundou os discípulos ao encontrar Jesus Ressuscitado e os levou a proclamar o seu nome por toda a terra. Santo Agostinho definiu este "jubileu" como uma alegria indizível e que é, sobretudo, própria do Inefável", disse ele. "Que as nossas famílias sejam esse canto silencioso de esperança, capaz de difundir a luz de Cristo através de suas vidas, para que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da terra e nenhuma periferia seja privada da sua luz", concluiu.


“O Jubileu também nos convida a refletir sobre as nossas raízes: sobre a fé recebida dos nossos pais, sobre a oração perseverante de nossas avós enquanto rezavam o Terço, sobre a vida simples, humilde e honesta que, como fermento, sustentaram tantas famílias e comunidades. Nelas, aprendemos que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. N’Ele, encontramos a nossa verdadeira alegria: a alegria de saber que estamos em casa, no lugar a que pertencemos.”

Estamos também conscientes de que hoje existem ameaças reais à dignidade da família, como os problemas relacionados com a pobreza, a falta de trabalho e de acesso à saúde, os abusos contra os mais vulneráveis, a migração e a guerra. As instituições públicas e a Igreja têm a responsabilidade de buscar formas de promover o diálogo e fortalecer os elementos da sociedade que favorecem a vida familiar e a educação de seus membros.”
"Que as nossas famílias sejam esse canto silencioso de esperança, capaz de difundir a luz de Cristo através de suas vidas, para que a alegria do Evangelho chegue até aos confins da terra e nenhuma periferia seja privada da sua luz", concluiu.


  (@Vatican Media)






Mensagem do Papa Leão pelos 10 anos de Amoris Laetitia

  Queridos irmãos e irmãs! O Papa Francisco, a 19 de março de 2016, como resultado de três anos de discernimento sinodal sustentados pelo ...